Trabalho desde cedo
Foi no Bom Retiro, no centro da cidade, que Abram Szajman passou a infância e a juventude. As características do bairro, com a sua atmosfera plural e democrática, foram determinantes para a formação do caráter do empresário, conhecido pelo hábito de ouvir opiniões e sugestões e pela coragem de tomar decisões. Foi uma infância pobre: o pai trabalhava com costura de roupas. Quando menino, jogava futebol com bola de meia nas ruas do bairro, algumas ainda de terra. Aos dez anos, após concluir o curso primário, começa a trabalhar como office-boy na malharia do tio. Aos poucos, passa a atender a clientela e, com o tempo, vira uma espécie de “faz-tudo” da loja.
Os anos de ofício na empresa familiar foram um aprendizado para, mais tarde, criar o próprio negócio, a Vale Refeição (VR), empresa que liderou o mercado e virou referência no segmento de refeições conveniadas. Abram fez o curso comercial básico na Escola de Comércio Tiradentes, também no Bom Retiro, e concluiu o curso técnico de Contabilidade na Fecap, no Largo São Francisco.
Abram e a família passaram a infância no bairro do Bom Retiro, na região central de São Paulo.
Os pais de Abram Szajman, Mindla e Szaja Szajman, vieram da Polônia para o Brasil.
A família Szajman estabeleceu-se no Bom Retiro, que na época recebia muitos imigrantes judeus.
Abram e a família no bairro do Bom Retiro.
A juventude de Abram foi um período de forte aprendizado, moldando seu perfil empreendedor e de liderança.
Outras histórias
A presença de uma unidade do Sesc ou do Senac é capaz de transformar a região e trazer benefícios para a população que ali vive e circula. A abertura de novos endereços também tem outro papel importante do ponto de vista de manutenção da memória, por meio da recuperação e reabertura de prédios tombados por órgãos de preservação do patrimônio histórico e artístico, dando à população a oportunidade de reocupar e utilizar novamente esses espaços.
Em um processo acompanhado de perto pelo presidente da FecomercioSP, Abram Szajman, a construção de cada nova unidade é antecipada por um estudo meticuloso sobre qual seria impacto para a comunidade local, como aconteceu recentemente com a inauguração do Sesc 14 Bis, na região central de São Paulo, pensado para atender os moradores dos bairros do Bixiga e Bela Vista, comunidades compostas, em sua maioria, por trabalhadores de média e baixa renda que poderiam se valer dos equipamentos que a instituição oferece. O fácil acesso à população, por meio do transporte coletivo, é outro aspecto levado em conta na hora de bater o martelo sobre a construção de um novo Sesc ou Senac.
O objetivo é recuperar prédios tombados por órgãos de preservação do patrimônio histórico e artístico, sobretudo na região central da capital paulista, devolvendo-os à população. É o caso também do tradicional edifício João Brícola, localizado em frente ao Theatro Municipal, nova sede administrativa da instituição. O local que por décadas abrigou a loja do Mappin, passou a ser gerenciado pelo Sesc, com o pavimento térreo aberto ao público. Já o Sesc 24 de Maio, em conceito arquitetônico assinado por Paulo Mendes da Rocha, recupera o antigo prédio da Mesbla, fechado em 1998. A piscina semiolímpica, na cobertura, com capacidade para 400 pessoas, oferece uma vista panorâmica da cidade de São Paulo.
Sesc 24 de Maio, inaugurado em 2017, e que funciona no edifício da antiga loja de departamentos Mesbla, fechada em 1998.
A piscina semiolímpica do Sesc 24 de Maio, instalada na cobertura, tem capacidade para 400 pessoas e oferece uma vista panorâmica da região central de São Paulo.
O Sesc 14 Bis atende os moradores do Bixiga e da Bela Vista, bairros compostos por trabalhadores de média e baixa renda.
A unidade 14 Bis, na região da avenida Paulista, oferece fácil acesso à população por meio do transporte coletivo, um dos aspectos levados em conta na hora de decidir sobre a construção de um novo Sesc ou Senac.
Abram Szajman acompanha de perto todo o processo de construção de cada nova unidade. Um estudo meticuloso é realizado para averiguar qual seria o impacto do equipamento para a comunidade local.